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http://marchadasvadiasrio.blogspot.com/

A marcha das vadias de Londrina tem como propostas base o questionamento de padrões socialmente impostos - relacionados ao gêneros masculino e feminino - e a não aceitação às diversas manifestações de preconceito resultantes de tais imposições sofridas por nós, cidadãos do Estado brasileiro. Como sabemos e vivenciamos, as camadas mais atingidas por padrões sociais coercitivos e maiores vítimas da discriminação são compostas por mulheres, homossexuais, bissexuais, transexuais, transgêneros, afro-descendentes e outros tipos de "minorias". Isso significa que a sociedade impõe, basicamente, regras ao comportamento de qualquer indivíduo que são pautadas em argumentos excludentes, machistas, racistas e opressores a qualquer forma de expressão que não se enquadre em seus padrões. Por isso mesmo defendemos a livre atuação dos indivíduos, sem as amarras das imposições.
A marcha propõe principalmente a total intolerância à violência física e simbólica direcionada a esses grupos diariamente. Consequentemente, propõe a efetiva defesa dos mesmos e o repúdio a uma cultura que culpa mulheres por qualquer violência sofrida. Como exemplo dessa cultura machista e opressora, citamos a recente declaração de um policial canadense, que inspira o nome da marcha: "Se a mulher não se vestir como uma vadia, reduz-se o risco de ela sofrer um estupro". Somam-se a essas as declarações do apresentador Rafinha Bastos, quando afirmou que uma mulher feia deveria agradecer por ser estuprada e que o estuprador deveria ser abraçado ao invés de julgado, sem contar a rotulação as homossexuais lésbicas também são alvo de violência por serem tratadas como pervertidas, doentes e passivas de correções, seja por intervenções médicas ou por estupro “corretivo”.
A marcha das vadias de Londrina é um movimento legítimo, apartidário, baseado nos direitos civis propostos por um Estado democrático e laico. Buscamos a efetivação dos direitos individuais, entre os quais destacamos: o direito de ir e vir, à igualdade, à liberdade de expressão e decisão sobre o próprio corpo e, sobretudo, o direito à vida. São direitos que estão interligados. Nesse contexto, o direito de ir e vir é muitas vezes suprimido, já que uma mulher, um homossexual, bissexual, travesti, transexual, etc, tem medo de ser vítima de violência ao andar nas ruas, sendo também vítima de uma sociedade machista e intolerante. “No Brasil, aproximadamente 15 mil mulheres são estupradas por ano”. O direito à igualdade diz respeito à igualdade de gênero, uma vez que metade da população feminina não tem emprego, contra 30% da população masculina; quase dois terços dos analfabetos adultos do mundo são mulheres; mulheres ganham menos, mesmo tendo o mesmo nível de educação. Tais dados são reflexo de uma sociedade patricarcal, que subjuga o feminino.
Em relação à liberdade, diz respeito à liberdade de se expressar da maneira como desejar, usando as roupas que desejar, vivenciando sua sexualidade de maneira livre sem ser julgada como “vadia”, “promíscua”, “leviana”, entre outros termos. Isso, por sua vez, em hipótese alguma, fere o direito de liberdade do outro. E claro, não dá o direito a alguém para agir violentamente, de forma física ou simbólica. A roupa que eu visto não é um convite a ser estuprada. Quem deve ser julgado pelo estupro não é a mulher, e sim o estuprador. Nesse sentido, o "direito de decidir sobre o próprio corpo" implica que cabe a SOMENTE A NÓS a decisão de como intervir sobre ele. Isso automaticamente exclui o Estado e instituições religiosas como fatores influenciáveis em tal questão. E o direito à vida é a principal de todas as reivindicações, pois diariamente assistimos a casos de vítimas fatais de violência. Assistimos a mulheres perdendo suas vidas, sendo vítimas de agressões extremas, abortos inseguros, humilhações e coerções diversas, reféns do machismo e da hipocrisia.
Por que marchar?
Para questionar o modo de vida baseado em conceitos binários, excludentes e segregatórios pautados na divisão de papéis "reservados" para o sexo feminino em detrimento do masculino e vice-versa, excluindo qualquer conexão entre fatores anatômicos e comportamentais;
Para propor a igualdade de gêneros entre o que se considera até hoje como o "feminino" e o "masculino";
Para fomentar tolerância a crimes sexuais, os quais muitas vezes são justificados e amenizados por atitudes da mulher, julgando-a e condenando-a ao papel daquela que “pediu para ser estuprada”. Nesse sentido, revindicamos a criminalização do estuprador, repudiando o julgamento a(ao) estuprada/o;
Para repudiar qualquer forma de violência, sobretudo o estupro e “estupro de correção” (que acontece como forma de "corrigir" e "re-educar" mulheres lésbicas, achando que tal atitude a torne heterossexual);
Para defender a figura da mulher como livre para exercer sua sexualidade, não aceitando imposições provenientes de uma sociedade machista que dita como ela deve se comportar.
Para questionar imposições provenientes de concepções religiosas, onde a sexualidade deve ser exercida sobretudo para a reprodução;
Para defender que a decisão sobre o próprio corpo cabe SOMENTE à mulher;
Pelo aborto como um direito de livre escolha;
Por uma atuação mais comprometida, profissionalizada, humanizada e 24 horas por parte da delegacia da mulher e outros órgãos públicos e para a efetivação da lei “Maria da Penha”.
Para protestar sobre a utilização do corpo da mulher como mera mercadoria (expressa em diversos veículos da mídia) e para questionar esse padrão que expressa uma realidade distorcida da anatomia feminina, subjugando outras expressões de beleza;
Para criticar a heteronormatividade e propor o respeito a qualquer expressão do amor e da sexualidade, que deve ser LIVRE e isenta de interpretações ligadas à patologia, desvios ou perversão, como pregam determinadas instituições e correntes ideológicas;
Por um Estado laico e pela emancipação humana, para que através dela possamos exercer todas as nossas potencialidades individuais e criar transformações no coletivo que sejam livres de julgamentos e de qualquer tipo de opressão.
São os questionamentos e protestos públicos que proporcionam mudanças nas sociedade.
Marcha das vadias Londrina
Referências:
“Direitos do homem e do cidadão no cotidiano”. Disponível em: http://www.educared.org/educa/index.cfm?pg=oassuntoe.interna&id_tema=7&id_subtema=5. Acesso em 15/05/2012
É necessário comemorar um dia do homem? Disponível em: http://blogdosakamoto.uol.com.br/2011/07/14/e-necessario-comemorar-um-dia-do-homem/. Acesso em: 11 de maio de 2012.
GIDDENS, Anthony. Sociologia. Porto Alegre: Penso, 2012
Grupo Gay da Bahia. Disponível em: http://www.ggb.org.br/welcome.html. Acesso em: 15 mai. 2012
Marcha das Vadias Rio de Janeiro. Disponível em: http://marchadasvadiasrio.blogspot.com/. Acesso em: 15 mai. 2012TOMAZI, Nelson Dácio. Sociologia para o ensino médio. São Paulo: Saraiva, 2010.
A marcha propõe principalmente a total intolerância à violência física e simbólica direcionada a esses grupos diariamente. Consequentemente, propõe a efetiva defesa dos mesmos e o repúdio a uma cultura que culpa mulheres por qualquer violência sofrida. Como exemplo dessa cultura machista e opressora, citamos a recente declaração de um policial canadense, que inspira o nome da marcha: "Se a mulher não se vestir como uma vadia, reduz-se o risco de ela sofrer um estupro". Somam-se a essas as declarações do apresentador Rafinha Bastos, quando afirmou que uma mulher feia deveria agradecer por ser estuprada e que o estuprador deveria ser abraçado ao invés de julgado, sem contar a rotulação as homossexuais lésbicas também são alvo de violência por serem tratadas como pervertidas, doentes e passivas de correções, seja por intervenções médicas ou por estupro “corretivo”.
A marcha das vadias de Londrina é um movimento legítimo, apartidário, baseado nos direitos civis propostos por um Estado democrático e laico. Buscamos a efetivação dos direitos individuais, entre os quais destacamos: o direito de ir e vir, à igualdade, à liberdade de expressão e decisão sobre o próprio corpo e, sobretudo, o direito à vida. São direitos que estão interligados. Nesse contexto, o direito de ir e vir é muitas vezes suprimido, já que uma mulher, um homossexual, bissexual, travesti, transexual, etc, tem medo de ser vítima de violência ao andar nas ruas, sendo também vítima de uma sociedade machista e intolerante. “No Brasil, aproximadamente 15 mil mulheres são estupradas por ano”. O direito à igualdade diz respeito à igualdade de gênero, uma vez que metade da população feminina não tem emprego, contra 30% da população masculina; quase dois terços dos analfabetos adultos do mundo são mulheres; mulheres ganham menos, mesmo tendo o mesmo nível de educação. Tais dados são reflexo de uma sociedade patricarcal, que subjuga o feminino.
Em relação à liberdade, diz respeito à liberdade de se expressar da maneira como desejar, usando as roupas que desejar, vivenciando sua sexualidade de maneira livre sem ser julgada como “vadia”, “promíscua”, “leviana”, entre outros termos. Isso, por sua vez, em hipótese alguma, fere o direito de liberdade do outro. E claro, não dá o direito a alguém para agir violentamente, de forma física ou simbólica. A roupa que eu visto não é um convite a ser estuprada. Quem deve ser julgado pelo estupro não é a mulher, e sim o estuprador. Nesse sentido, o "direito de decidir sobre o próprio corpo" implica que cabe a SOMENTE A NÓS a decisão de como intervir sobre ele. Isso automaticamente exclui o Estado e instituições religiosas como fatores influenciáveis em tal questão. E o direito à vida é a principal de todas as reivindicações, pois diariamente assistimos a casos de vítimas fatais de violência. Assistimos a mulheres perdendo suas vidas, sendo vítimas de agressões extremas, abortos inseguros, humilhações e coerções diversas, reféns do machismo e da hipocrisia.
Por que marchar?
Para questionar o modo de vida baseado em conceitos binários, excludentes e segregatórios pautados na divisão de papéis "reservados" para o sexo feminino em detrimento do masculino e vice-versa, excluindo qualquer conexão entre fatores anatômicos e comportamentais;
Para propor a igualdade de gêneros entre o que se considera até hoje como o "feminino" e o "masculino";
Para fomentar tolerância a crimes sexuais, os quais muitas vezes são justificados e amenizados por atitudes da mulher, julgando-a e condenando-a ao papel daquela que “pediu para ser estuprada”. Nesse sentido, revindicamos a criminalização do estuprador, repudiando o julgamento a(ao) estuprada/o;
Para repudiar qualquer forma de violência, sobretudo o estupro e “estupro de correção” (que acontece como forma de "corrigir" e "re-educar" mulheres lésbicas, achando que tal atitude a torne heterossexual);
Para defender a figura da mulher como livre para exercer sua sexualidade, não aceitando imposições provenientes de uma sociedade machista que dita como ela deve se comportar.
Para questionar imposições provenientes de concepções religiosas, onde a sexualidade deve ser exercida sobretudo para a reprodução;
Para defender que a decisão sobre o próprio corpo cabe SOMENTE à mulher;
Pelo aborto como um direito de livre escolha;
Por uma atuação mais comprometida, profissionalizada, humanizada e 24 horas por parte da delegacia da mulher e outros órgãos públicos e para a efetivação da lei “Maria da Penha”.
Para protestar sobre a utilização do corpo da mulher como mera mercadoria (expressa em diversos veículos da mídia) e para questionar esse padrão que expressa uma realidade distorcida da anatomia feminina, subjugando outras expressões de beleza;
Para criticar a heteronormatividade e propor o respeito a qualquer expressão do amor e da sexualidade, que deve ser LIVRE e isenta de interpretações ligadas à patologia, desvios ou perversão, como pregam determinadas instituições e correntes ideológicas;
Por um Estado laico e pela emancipação humana, para que através dela possamos exercer todas as nossas potencialidades individuais e criar transformações no coletivo que sejam livres de julgamentos e de qualquer tipo de opressão.
São os questionamentos e protestos públicos que proporcionam mudanças nas sociedade.
Marcha das vadias Londrina
Referências:
“Direitos do homem e do cidadão no cotidiano”. Disponível em: http://www.educared.org/educa/index.cfm?pg=oassuntoe.interna&id_tema=7&id_subtema=5. Acesso em 15/05/2012
É necessário comemorar um dia do homem? Disponível em: http://blogdosakamoto.uol.com.br/2011/07/14/e-necessario-comemorar-um-dia-do-homem/. Acesso em: 11 de maio de 2012.
GIDDENS, Anthony. Sociologia. Porto Alegre: Penso, 2012
Grupo Gay da Bahia. Disponível em: http://www.ggb.org.br/welcome.html. Acesso em: 15 mai. 2012
Marcha das Vadias Rio de Janeiro. Disponível em: http://marchadasvadiasrio.blogspot.com/. Acesso em: 15 mai. 2012TOMAZI, Nelson Dácio. Sociologia para o ensino médio. São Paulo: Saraiva, 2010.

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